A prestação dos serviços de água e esgotamento sanitário em Jacobina voltou a ser alvo de pesadas críticas na Câmara Municipal. Durante a sessão ordinária desta quarta-feira (12), o vereador Juliano Cruz (UB) subiu à tribuna para denunciar o que classificou como “uma situação de extrema gravidade” vivida por moradores do município.
Segundo o parlamentar, a constatação do problema se intensificou durante as visitas que vem realizando pelos bairros e pela zona rural da cidade em sua pré-candidatura a deputado.
“A questão da Embasa é muito mais grave do que o que eu conhecia até começar esse péripio que estou fazendo por todos os bairros de Jacobina (…). É uma situação de extrema gravidade. Uma verdadeira afronta à cidadania, uma verdadeira afronta à dignidade humana”, declarou o vereador.
Entre as principais irregularidades apontadas pelo vereador, destacam-se:
Taxa de esgoto sem rede: Moradores estariam recebendo cobranças de taxa de esgoto em ruas que sequer possuem a infraestrutura instalada.
Contas altas e tanques secos: Famílias enfrentam o desabastecimento de água, mas continuam recebendo faturas com valores elevados.
Falta de investimentos: Ausência de melhorias ou expansão da rede para suprir as demandas na periferia e nas comunidades rurais.
Durante o discurso, Juliano Cruz também criticou a falta de grandes obras de infraestrutura hídrica na região nos últimos anos, comparando os investimentos de gestões passadas com a atual realidade do município.
“Em 20 anos de governos do PT, não foi construída nessa região sequer uma única barragem, diferente dos governos de Paulo Souto, ACM e César Borges, que construíram cinco barragens nessa região”, afirmou.
O parlamentar revelou ainda que precisou recorrer à Justiça para obter a cópia integral do contrato de concessão firmado entre o município de Jacobina e a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa). Segundo ele, a assessoria jurídica de seu gabinete já analisa o documento para adotar as medidas cabíveis.
“Identifiquei inúmeras irregularidades e inúmeros itens que a Embasa não vem cumprindo. Nossa assessoria jurídica está debruçada sobre o fato para adotarmos as providências que o caso requer”, concluiu.
O que diz a Embasa
Até o fechamento desta matéria, a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) não havia se posicionado oficialmente sobre as declarações e as denúncias apresentadas pelo vereador.
Fonte: Jacobina 24 Horas
EMBASA EMITE NOTA SOBRE O ASSUNTO:
Site Augusto Urgente
13/08/2026
Em resposta às críticas veiculadas no site Augusto Urgente, em publicação nesta quarta-feira (12), a Embasa esclarece que tarifa de esgoto é cobrada somente daqueles imóveis onde há rede coletora instalada e em funcionamento. A remuneração é prevista na legislação, por meio da Lei 7307/98 e decreto estadual 7765/00, junto aos imóveis onde o serviço é prestado e com rede de esgoto disponível, sendo o morador notificado para executar a devida interligação do imóvel à rede. Caso algum morador tenha dúvidas sobre a cobrança da tarifa em seu imóvel, deve procurar os canais de atendimento para esclarecer sua situação específica.
A tarifa é fundamental para cobrir os custos de energia elétrica, veículos e equipamentos, manutenção das redes e testes de laboratório para assegurar que o efluente seja transportado e destinado adequadamente sem riscos ao ambiente. Jacobina possui cobertura de cerca de 60% da rede de esgotamento sanitário, e uma obra está em execução para implantar novas redes para ampliar a prestação do serviço no município.
Sobre o questionamento da ausência de investimentos, a Embasa esclarece que importantes obras e intervenções estão em andamento com o objetivo de proporcionar maior regularidade e segurança operacional ao sistema de abastecimento de água de Jacobina. Dentre as principais ações em execução ou previstas, destacam-se a requalificação das estações elevatórias do sistema Pindobaçu/Jacobina, ampliação da produção de água com a instalação de três novos filtros na estação de bombeamento e ampliação da subadutora responsável pelo abastecimento da localidade de Malhadinha.
A Embasa reforça que situações de desabastecimento podem eventualmente ocorrer diante de situações como falta de energia nas instalações da captação, estação de tratamento e estações de bombeamento, ou reparos programados ou emergenciais na rede distribuidora que atende determinadas áreas da cidade. Para minimizar eventuais transtornos nestes casos, é fundamental o uso do reservatório domiciliar dimensionado de acordo com o padrão de consumo dos moradores dos imóveis, como disciplina a resolução da Agersa e NBR 5626/2020.
Moradores de Imóveis que porventura apresentem irregularidade no abastecimento ou revisão de contas, como especifica o vereador, devem entrar em contato com a Embasa através dos canais de atendimento, informando o número da matrícula:
0800 0555 195, atendimentovirtual.embasa.ba.gov.br ou WhatsApp (71) 99717-0999.
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