Solidariedade da Sorte

                           Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Uma ação do Sindicato dos Petroleiros do Estado da Bahia (Sindipetro), comercializou na manhã desta quinta-feira (30) em Feira de Santana, gás de cozinha a R$50 para as primeiras 100 pessoas que chegaram ao Centro Comunitário Luz e Labor, localizado na Rua Madre Maria Domingas no bairro Liberdade. A ação faz parte de uma campanha educativa do sindicato que busca discutir a política de preços da Petrobras.

O diretor de comunicação do sindicato, Radiovaldo Costa informou ao Acorda Cidade, que a ideia surgiu há cerca de três anos para provocar discussão sobre a política de preços da Petrobras e a possibilidade do gás de cozinha ser comercializado de forma justa, com base em estudos técnicos, feitos por economistas.

"Se a Petrobras mudasse a política de preços atual, dentro dessa lógica o preço do botijão hoje para ser praticado em todo o Brasil, deveria ser R$50. Com lucro para a Petrobras, pagando os impostos e proporcionando acesso a população que tem dificuldade de comprar o gás de cozinha”, frisou.

O sindicalista comentou que esta campanha do Sindipetro já existe há três anos e foi realizada em diversas cidades da Bahia.

                               Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Agora estamos de volta à Feira de Santana para proporcionar para essas 100 pessoas, o preço justo do gás. Nessa ação de hoje serão 100 botijões, um para cada pessoa. A pessoa traz o seu botijão vazio, paga R$ 50 à vista e sai com o botijão de 13 kg cheio, é um botijão por pessoa para a gente com isso alcançar mais pessoas. Seguramente, muitas dessas pessoas hoje que estão aqui desde a madrugada é porque têm dificuldade de adquirir o botijão por preço normal”, declarou.

Radiovaldo relatou também que hoje o preço de um botijão de gás na Bahia já ultrapassa R$100 em alguns locais, e um novo aumento deve ser anunciado pela Petrobras ainda este ano. Para ele, um novo reajuste é insuportável para a população brasileira em geral.

“A Petrobras precisa mudar essa política de preço, o povo não tem condições de pagar um botijão atrelado ao dólar e ao preço do barril do petróleo no mercado internacional. As pessoas ganham em real e muitas nem em real estão ganhando porque estão desempregadas. A inflação aumentou, o preço da alimentação aumentou e isso tem trazido muita dificuldade para a população. Nós começamos a realizar essa ação há três anos. Esse mês de agosto e setembro foram mais de oito cidades e iremos dar continuidade a novas ações agora no mês de outubro”, disse.

                                         Foto: Paulo José/Acorda Cidade

Uma senhora que se identificou com Rosenir estava na fila para adquirir o seu botijão de gás e contou à reportagem do Acorda Cidade que está muito difícil comprar o gás de cozinha a um preço tão alto.

Ela aproveitou a promoção realizada hoje através do Sindipetro, mas comentou que ultimamente tem utilizado carvão e lenha para cozinhar. De acordo com a dona de casa, o marido está sem trabalhar e a família enfrenta dificuldades.

“Eu cozinho a lenha. Tem muita fumaça e eu sou alérgica. Mas temos que enfrentar”, frisou.

A dona de casa Girnele Reis relatou que também está utilizando lenha para cozinhar e que inclusive já construiu em casa um fogão a lenha com chaminé. Na opinião dela, essa foi a alternativa do momento e consegue fazer toda a alimentação de casa com este equipamento.

                                       Foto: Paulo José/Acorda Cidade

“Cozinho feijão, uso panela de barro, faço café e várias coisas. O jeito que tem é esse”, declarou.

Fonte: Acorda Cidade

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