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O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes, titular do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa (DGHPP), garantiu, na manhã desta quarta-feira (10), que não há participação da família Bolsonaro na morte de Marielle Franco e do motorista Anderson.

“Não tem nenhuma participação da família Bolsonaro nesse evento. Não temos indício dessa família no caso. Temos certeza que não há participação”, afirmou Nunes.

Questionado sobre quais são os indícios que levaram os investigadores da Polícia Civil do Rio de Janeiro a descartarem o envolvimento de algum parente do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Nunes afirmou que não há “elementos que indiquem a participação”.

No ano passado, um dos porteiros do Condomínio Vivendas da Barra, no Recreio do Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, onde vive a família Bolsonaro, disse em depoimento à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) que um homem chamado Élcio entrou no local dirigindo um carro. Élcio, que seria Élcio de Queiroz, um dos acusados pelo crime, teria informado ao porteiro que iria visitar a cada 58, pertencente a Bolsonaro. Segundo o porteiro, a entrada foi permitida por “seu Jair”.

O presidente, que na época era deputado federal, estava em Brasília conforme registros da Câmara dos Deputados. Questionado se o porteiro havia mentido, o delegado não acusou o porteiro e afirmou que ele “é um senhor e pode ter se enganado no momento”. O diretor do DGHPP ainda afirmou que o caso poderá será solucionado neste ano, já que há outros inquéritos “que vão resultar na prisão de outras pessoas”.

Fonte: Varela Notícias

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