PF pede busca e apreensão contra ACM Neto; STF nega

Foto: Reprodução/Youtube

A PF (Polícia Federal) pediu autorização ao STF (Supremo Tribunal Federal) para realizar busca e apreensão contra o candidato ao governo da Bahia e ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), durante a 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17).

De acordo com a coluna dos jornalistas Natália Portinari e Fabio Serapião, no UOL, o pedido foi negado pelo ministro Kássio Nunes Marques.

Neto é investigado por suspeita de ter indicado um secretário pra a Prefeitura de Belo Horizonte a fim de selecionar empresários em licitações públicas que teriam gerado retorno em forma de propinas posteriormente.
Secretário da Educação de BH investigado pela Overclean foi secretário da Educação de Salvador

De acordo com a investigação da PF, ACM Neto é suspeito de estar envolvido no direcionamento de contratações realizadas pela Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (MG) entre 2024 e 2025. ao menos três dos procedimentos analisados resultaram em contratos que, somados, ultrapassam R$ 80 milhões.

O secretário em questão seria Bruno Barral, ex-secretário da Educação de Salvador durante a gestão de Neto, entre 2017 e 2018. Barral passou a integrar a lista de investigados em abril deste ano e afastado do cargo por determinação do ministro Nunes Marques, do STF.

Contratos da Prefeitura de Salvador

Além da investigação na Prefeitura de BH, o candidato também é citado na parte da investigação sobre contratos de um grupo de empresários baianos com a Prefeitura de Salvador; grupo seria liderado por Marcos Moura – conhecido como “Rei do Lixo” – e Alex Parente.

Segundo a investigação, os empresários acionaram ACM Neto para conseguir pagamentos da prefeitura. As suspeitas acerca dos contratos firmados entre o grupo e a Prefeitura apontam fraude em licitação e superfaturamento.

Empresários também estavam envolvidos em licitações do Departamento Nacional de Obras contra a Seca (Dnocs) e em outras prefeituras.

À época, a assessoria de ACM Neto afirmou que as citações ao nome do político eram “inferências” e que não estavam relacionadas a qualquer ato ilícito.

Fonte: Bahia. Ba

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