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| Foto: Divulgação |
Candidato ao Senado pelo PL também defendeu tarifa social de transporte via CadÚnico, cobrou descentralização dos serviços de saúde e defendeu o uso de recursos apreendidos de facções para combater o crime na Bahia.
O ex-ministro da Cidadania e candidato ao Senado Federal, João Roma (PL), criticou a atuação de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e apresentou um conjunto de propostas voltadas a transportes, infraestrutura e segurança pública para a Bahia.
As declarações foram dadas em entrevista ao vivo concedida nesta quarta-feira (2) ao programa “Levante a Voz”, da Rádio Jaraguá FM.
Roma, que já atuou como chefe de gabinete da prefeitura de Salvador (2013-2018) e deputado federal, abordou tópicos da conjuntura política nacional antes de detalhar o seu programa de propostas regionais.
Críticas ao STF e papel do Senado
Questionado sobre a repercussão de vazamentos envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Roma avaliou que as notícias que vêm do “centro da República” trazem decepção e apontam para pessoas atuando em desvio de suas funções institucionais.
O candidato defendeu que eventuais processos de impeachment de magistrados na Suprema Corte devem ser analisados com serenidade pelo Senado, casa legislativa que classificou como o local ideal para conter excessos judiciais.
“O que se observa hoje é que alguns integrantes do Supremo Tribunal, cuja missão deveria ser defender a Constituição, têm agido de acordo com seus egos, com suas paixões e com seus interesses particulares. O palco para corrigir isso é justamente o Senado da República”, declarou Roma.
Propostas sociais e isenção tributária para motocicletas
Na seara social, Roma relembrou o período em que comandou o Ministério da Cidadania, destacando a elevação do Bolsa Família para a faixa mínima de R$ 600.
Para o mandato no Congresso, ele propõe o reajuste inflacionário do benefício federal e uma complementação de renda em nível estadual, articulada em conjunto com o plano de governo do candidato ACM Neto (União Brasil).
Entre as novas propostas apresentadas para a Bahia, o candidato destacou a criação de uma tarifa social de transporte público — que garantiria gratuidade de deslocamento urbano para beneficiários de extrema pobreza listados no CadÚnico — e a isenção de IPVA para motocicletas de até 170 cilindradas.
“Raramente a pessoa tem uma motocicleta apenas para o lazer. Geralmente, tem uma moto para ajudar no trabalho, fazer entregas e serviços de forma geral. O IPVA dessa moto não é um imposto sobre o patrimônio, mas sim sobre a renda do trabalhador”, pontuou.
Redução de impostos e atração de investimentos
Roma sublinhou que a atração de novas indústrias e a geração de emprego para a juventude baiana dependem de uma reforma tributária estadual que reduza impostos.
Ele dirigiu críticas à gestão anterior de Rui Costa (PT) por ter elevado a alíquota de impostos da Bahia em 1% ao final de seu mandato de oito anos.
Para o ex-ministro, a retenção de jovens no mercado local baiano evitaria a migração em massa para estados das regiões Sul e Sudeste, como Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Segurança pública e interiorização de facções
A violência urbana na Bahia foi classificada pelo candidato como “deplorável”.
Roma alertou para o fato de que a criminalidade organizada e as facções deixaram de restringir-se às grandes metrópoles, afetando pequenos distritos e povoados do interior baiano.
Como parlamentar, Roma prometeu endurecer a legislação criminal federal e reforçar o fundo estadual de segurança.
A proposta prevê que os recursos e bens confiscados de organizações criminosas e traficantes de drogas sejam revertidos diretamente para a compra de equipamentos e tecnologia de combate ao crime.
Além disso, o candidato criticou a postura do atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) sobre a questão:
“Diferente do que diz o governador Jerônimo Rodrigues, que alega que o problema de segurança é um problema internacional, nós observamos estados vizinhos à Bahia tomando providências e conseguindo fazer o enfrentamento ao crime organizado”, criticou Roma.
BR-324 até o Piauí e gargalos na infraestrutura de energia
Respondendo a demandas de lideranças locais do Piemonte da Diamantina, Roma assumiu o compromisso de encampar o projeto de extensão da BR-324 até o estado do Piauí.
A pavimentação e ligação asfáltica deste novo trecho conectaria a região produtora de Jacobina e Umburanas ao território piauiense, reduzindo de forma considerável a distância para o escoamento de cargas.
Ele também criticou a falta de infraestrutura de transmissão de energia no oeste do estado, que, segundo ele, impede que regiões com alta produtividade de algodão — como Luís Eduardo Magalhães — instalem tecelagens industriais.
Ele responsabilizou o governo da Bahia por omissão na interlocução regulatória com a distribuidora Coelba.
No setor da saúde, Roma defendeu que a solução para o problema da “fila da regulação” na Bahia passa pela descentralização dos serviços de alta complexidade, viabilizando exames, internamentos e cirurgias diretamente nos polos de saúde regionais.
Fonte: Jacobina 24 Horas
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Política
