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| Foto: Rafael Nunes / Divulgação |
O senador Jaques Wagner (PT) comentou, nesta sexta-feira (24), a complexidade do combate ao crime organizado no Brasil e na Bahia. Em entrevista à Rádio Andaiá FM, de Santo Antônio de Jesus, o parlamentar destacou a necessidade de uma atuação integrada entre União, estados e municípios, além de criticar a politização do debate sobre segurança pública.
“Se eu quisesse ser leviano, poderia dizer que, das cinco cidades apontadas entre as mais violentas no estado, três são administradas pela oposição [Jequié, Porto Seguro e Simões Filho]. Mas falar isso seria simplificar o assunto, porque o problema é estrutural e muito mais profundo. O crime organizado não respeita fronteiras nem partidos”, afirmou o senador.
Segundo Wagner, embora a segurança pública seja uma responsabilidade dos estados, a prevenção da violência também depende da atuação dos municípios. Para ele, cabe às prefeituras investir em iluminação pública, ordenamento urbano, projetos sociais e no fortalecimento das Guardas Municipais, enquanto o Governo do Estado amplia o efetivo policial e a estrutura de inteligência.
O senador citou Santo Antônio de Jesus como exemplo de avanço no enfrentamento à criminalidade. De acordo com ele, o município, que já esteve entre os mais violentos do país, hoje ocupa a 170ª posição após investimentos em estruturas como a CPR Recôncavo e a Rondesp.
Wagner também destacou os resultados apresentados pelo governo da Bahia, afirmando que o estado registrou uma redução de quase 10% nos índices de violência em 2025, desempenho superior à média nacional, de 8,2%.
Durante a entrevista, o parlamentar reforçou a importância da aprovação da PEC da Segurança Pública e da criação do Ministério da Segurança Pública, proposta defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para ampliar a cooperação entre o governo federal e os estados.
“O PCC de São Paulo e o Comando Vermelho do Rio de Janeiro se criaram em estados governados historicamente pela direita e se espalharam pelo país. O crime hoje é uma multinacional do mal. Não se combate isso apenas com o policial na rua, mas atacando onde dói: no bolso do crime organizado, com tecnologia e inteligência cibernética”, declarou Wagner.
Fonte: Varela Net
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Política
