Documentário sobre memórias de Itaitu lota sala de cinema no Museu de Arte Moderna


Salvador recebeu, na noite da última sexta-feira (24), a exibição do documentário “Riachão de Jacobina: Memórias, patrimônio e identidades de um lugar”, em sessão gratuita realizada no CINEMAM, no Museu de Arte Moderna da Bahia. Após a exibição, o público, que lotou o espaço, participou de uma roda de conversa com a curadora de cinema Izabel Cruz (UNEB) e a escritora Luciana Brito (UFRB), ampliando o debate sobre os temas abordados no filme e sua relação com o território retratado. Foi bem positivo ver a Chapada invadir de forma glorioso o espaço do Museu de Arte Moderna, espaço seleto das artes na capital baiana desde a década de 1950.

Com 29 minutos de duração, o curta mergulha nas memórias, identidades e no patrimônio cultural da vila de Itaitu, distrito centenário de Jacobina, no Piemonte da Chapada Diamantina. A obra reúne depoimentos de moradores de diferentes gerações, revelando tradições, transformações e questões contemporâneas que atravessam o cotidiano local e também a religiosidade, o papel da mulher negra. A riqueza ambiental da região, marcada por serras e paisagens naturais, também ganha destaque na construção da narrativa, a exuberância da nossa terra.

Com argumento de Liani Sena e direção compartilhada entre Jorge Itaitu, Marcos Bokapiu, Andrea Duarte e Momó Abreu, o documentário tem caráter educativo e propõe reflexões sobre pertencimento, memória e preservação cultural, cuidado com as aguas e as matas. O evento em Salvador teve ampla repercussão na mídia local. O jornalismo tem destacado que “Bokapiu, junto a outros (as) tem feito emergir um Movimento Criativo na Chapada Diamantina”. Algo inovador.

A noite cinematográfica, aos pés da Baia de Todos os Santos, onde fica o conjunto exuberante do SOLAR DO UNHAO, pós exibição recebeu uma festa recheado de sabores do “pé do monte” , o Piemonte e música.

Se fez presente na noite: gentes da Jacobina, de Itaitu, equipe do filme, artistas, intelectuais, gente da moda, estudantes, professores, jornalistas. Dentre outros: o antropólogo Edward MacRae, a desginer Silvana Grappi e Marcelo do Ó, Rose Lima do TCA, a atriz Fernanda Beling, o diretor do Teatro Gamboa Rino Carvalho, os professores da multicampia UNEB: Marco Martins, James Amorim, Sigmar Passos. Dona Maridete Castro representando os personagens principais do filme e uma gente animada que fizeram a noite chapadina reluzir na capital.































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