Diante de anos de reclamações e prejuízos causados pelas constantes quedas e oscilações de energia elétrica, a comunidade do Cocho de Dentro, em Jacobina, decidiu elevar o tom da cobrança. O presidente da Associação Comunitária dos Moradores e Agricultores de Cocho de Dentro (A.C.M.A.C.D.), Edmilson Bispo da Silva, protocolou no Ministério Público da Bahia um pedido de providências urgentes contra os recorrentes problemas no fornecimento de energia elétrica na localidade.
A iniciativa é vista por moradores como um passo importante na defesa dos interesses da comunidade, que há muito tempo convive com interrupções frequentes no serviço prestado pela concessionária responsável.
No documento encaminhado à Promotoria de Justiça da Comarca de Jacobina, a associação denuncia os impactos diretos sofridos pela população, produtores rurais e pequenos empreendedores, que enfrentam prejuízos constantes devido à instabilidade no fornecimento de energia.
Segundo a entidade, os problemas afetam desde a conservação de alimentos até o funcionamento de eletrodomésticos, sistemas de abastecimento de água e atividades produtivas essenciais para a economia local.
O presidente da associação afirma que a comunidade não pode continuar convivendo com um serviço considerado precário, especialmente diante dos prejuízos financeiros e transtornos enfrentados diariamente pelos moradores.
Antes de recorrer ao Ministério Público, a associação buscou soluções por vias administrativas, incluindo tentativas de resolução junto ao Procon. No entanto, conforme relatado pela entidade, os problemas persistem, aumentando o sentimento de abandono e indignação entre os moradores.
Entre os pedidos apresentados ao órgão ministerial estão a notificação da Neoenergia Coelba para esclarecimentos técnicos sobre as causas das constantes interrupções, além da adoção de medidas concretas e definitivas para garantir a regularidade e a qualidade do fornecimento de energia no Cocho de Dentro.
A associação também anexou documentos, registros e imagens ao expediente, reforçando a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta rápida por parte dos órgãos competentes.
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