Iniciativa encerra primeira etapa com certificação de participantes e avança na geração de renda e valorização cultural na comunidade
O Projeto Cultura e Transformação – Cerâmica do Pontilhão realizou na quarta-feira (22), a cerimônia de encerramento de sua primeira etapa com a formatura de 22 moradores da comunidade Kiriri, no Pontilhão. O evento aconteceu na sede da Escola de Cerâmica e marcou a conclusão de um ciclo de capacitação voltado à qualificação técnica e ao fortalecimento da produção artesanal local.
Patrocinado pela Jacobina Mineração Pan American Silver e pelo Instituto Pan American Silver, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, o projeto foi iniciado em 2025 com o objetivo de preservar o saber ancestral do povo Kiriri na produção de cerâmica, ao mesmo tempo em que promove a capacitação dos moradores da comunidade.
Durante a primeira etapa, os participantes passaram por formações práticas e teóricas, com foco no aprimoramento técnico das peças, organização da produção e desenvolvimento de novas possibilidades de comercialização. Ao todo, 22 pessoas foram certificadas, consolidando um grupo preparado para atuar de forma mais estruturada na atividade artesanal.
Além da qualificação, o projeto avançou na estruturação comercial da produção local. Foi desenvolvido um catálogo de vendas com peças produzidas durante as oficinas, voltado à divulgação em lojas e estabelecimentos comerciais, e lançado o site oficial ceramicaspontilhao.com.br, ampliando o alcance dos produtos e facilitando o contato com potenciais compradores.
Outro avanço importante foi o fortalecimento da infraestrutura do ateliê comunitário, com a confecção de bases para tornos móveis, contribuindo para melhores condições de trabalho e aumento da produtividade.
A formação dos 22 moradores representa um novo momento para a comunidade Kiriri, que passa a contar com profissionais capacitados e organizados, capazes de transformar a produção artesanal em uma fonte concreta de renda. A iniciativa contribui diretamente para a mudança da dinâmica social local, ao estimular o empreendedorismo, valorizar a cultura tradicional e ampliar as oportunidades econômicas dentro do próprio território.
De acordo com o diretor do projeto, Rud Carvalho, o impacto da iniciativa vai além da capacitação técnica. “Estamos falando de transformação de vida. Cada pessoa que se forma aqui passa a enxergar novas possibilidades dentro da própria comunidade. O projeto organiza, qualifica e cria caminhos reais para que o artesanato deixe de ser apenas uma tradição e se torne uma atividade sustentável, gerando renda e fortalecendo a identidade do povo Kiriri”, destacou.
Para Etevilna Melquiades, de 69 anos, a participante mais velha do grupo, reconhecida na comunidade como matriarca, o momento representa continuidade e esperança. “A gente aprendeu desde cedo a trabalhar com o barro, isso vem dos nossos antepassados. Hoje, ver esse conhecimento sendo valorizado e passado para mais gente é muito importante. Eu me sinto feliz de fazer parte disso e de ver que nossa cultura continua viva e agora também pode trazer sustento para as famílias”, afirmou.
Como apoiadora da iniciativa, a Jacobina Mineração Pan American Silver reforça o compromisso com o desenvolvimento sustentável das comunidades onde atua, investindo em projetos que promovem inclusão social, valorização cultural e geração de renda por meio da educação e da qualificação profissional.
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