Não era o Vorcaro? Depoimento em CPI aponta que 'real dono' do Banco Master seria um baiano

Fundador da Esh Capital afirma que controle do Banco Master pode não estar registrado, levantando suspeitas sobre Tanure. | Edilson Rodrigues/Agência Senado

O fundador da Esh Capital, Vladimir Timerman, afirmou à CPI que investiga o crime organizado que o empresário baiano Nelson Tanure teria influência direta sobre o Banco Master. Segundo ele, há elementos que sustentariam a suspeita de que o controle da instituição não estaria formalmente registrado.

A declaração foi feita nesta quarta-feira (18), durante oitiva no colegiado. Timerman mantém uma longa disputa judicial com Tanure e tem atuado como assistente de acusação em um processo ligado à aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa, realizada em 2020, que é alvo de questionamento do Ministério Público Federal.

Tanure é conhecido por investir e liderar grandes projetos de reestruturação de empresas

De acordo com o Valor Econômico, ao longo dos últimos anos, o empresário também levou a órgãos reguladores questionamentos sobre um possível vínculo entre Tanure e o banco. Tanto a Comissão de Valores Mobiliários quanto o Banco Central analisaram o caso, mas não identificaram relação societária.

Na avaliação do depoente, Vorcaro “era um pau-mandado” dos verdadeiros donos do banco, que estariam ocultos. "O senhor Nelson Tanure é uma das cabeças, eu acho que é o mais alto da hierarquia [...] O meu sentimento é que [Vorcaro] é uma pessoa que realmente não sabia nem o que estava acontecendo. Foi colocada para ser a cara [do banco], para fazer as conexões políticas", declarou na CPI.

Fonte: BNews

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