Câmeras registram momento de desabamento de ponte entre Tocantins e Maranhão


Novas imagens que circulam nas redes sociais mostram, em diferentes ângulos, o momento em que a Ponte Juscelino Kubitschek, que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito (MA), desaba de forma repentina, lançando veículos dentro do Rio Tocantins. O colapso da estrutura ocorreu em 22 de dezembro de 2024 e voltou a ganhar repercussão após a divulgação dos vídeos, que registram a cena de pânico de motoristas e testemunhas no local. Nas gravações, é possível ver a ruptura súbita da ponte enquanto carros e caminhões trafegavam normalmente.

Construída em 1960, a ponte já apresentava sinais de desgaste e problemas estruturais relatados por moradores da região às autoridades antes da tragédia. No momento do desabamento, diversos veículos foram arrastados para o rio, entre eles três motos, um carro, duas caminhonetes e quatro caminhões. As cenas registradas pelas câmeras improvisadas em celulares escancaram a vulnerabilidade de uma estrutura essencial para o escoamento de pessoas e mercadorias entre os dois estados.

O acidente teve consequências graves: ao todo, 18 pessoas foram atingidas, resultando em 14 mortos, três desaparecidos e um ferido. A gravidade do episódio se intensificou devido à carga transportada por alguns dos veículos. Dois caminhões levavam cerca de 76 toneladas de ácido sulfúrico, enquanto outros transportavam aproximadamente 22 mil litros de defensivos agrícolas, aumentando o risco de danos ambientais no Rio Tocantins e exigindo atenção redobrada das equipes de resgate e órgãos ambientais.

Um ano após o colapso, uma nova estrutura foi entregue, em 22 de dezembro do ano passado, restabelecendo a ligação rodoviária entre Maranhão e Tocantins. Ainda assim, o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek segue como alerta para a necessidade de inspeções constantes, transparência nos laudos técnicos e ações preventivas em pontes e rodovias pelo país. Para familiares das vítimas e moradores da região, as imagens que agora vêm à tona reavivam a dor, mas também reforçam a cobrança por responsabilização e por políticas eficazes de manutenção da infraestrutura pública.
Fonte: Metrópoles

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