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| Foto: Tv Globo |
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação judicial contra a Globo e pediu uma indenização de R$ 10 milhões devido a um erro de pronúncia em uma reportagem televisiva, segundo documentos e informações oficiais. A ação aponta que a emissora utilizou termo incorreto ao apresentar dados sobre supostos recordes, o que teria gerado um erro de interpretação e prejudicado a credibilidade das informações veiculadas.
Segundo a ação do MPF, exibida em rede nacional, a troca da palavra “recorde” por outro termo alterou o sentido do conteúdo, passando a mensagem de que certos resultados seriam inéditos quando não eram, segundo a avaliação do órgão. O processo argumenta que a imprecisão configuraria uma prática que pode causar dano moral coletivo, ao induzir o público a uma interpretação equivocada de fatos de interesse público.
A legislação citada na ação inclui dispositivos do Código de Defesa do Consumidor e normas que regem a comunicação pública responsável, em que se exige precisão e veracidade nas informações jornalísticas apresentadas à população. O MPF sustenta que meios de comunicação devem zelar pela qualidade técnica e pelo rigor na transmissão de notícias, especialmente quando se trata de dados que envolvam comparações históricas e estatísticas.
A Globo ainda não se manifestou oficialmente sobre o teor da ação e sobre os pedidos de indenização apresentados pelo MPF. A reportagem em questão foi ao ar em telejornal da grade nacional, e o processo está em fase inicial, com audiência de conciliação ainda por agendar.
Especialistas em direito à comunicação consultados por veículos de imprensa ressaltam que casos desse tipo são raros, mas reforçam a importância de regras claras para coibir erros que possam distorcer dados públicos ou influenciar a percepção do público de forma indevida.
Fonte: Varela Net
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