Pune, no oeste da Índia, enfrenta um aumento significativo de casos da síndrome de Guillain-Barré desde o início do ano. As investigações identificaram o patógeno Campylobacter jejuni como o principal responsável pelos casos recentes, uma bactéria transmitida por alimentos contaminados e já conhecida mundialmente por desencadear a doença. Essa relação foi identificada pela primeira vez na China rural nos anos 1990, em surtos associados ao período das monções.
Até o momento, Pune registrou 160 casos, com cinco mortes suspeitas. Entre os pacientes, 48 seguem em terapia intensiva, 21 estão em ventilação mecânica e 38 já receberam alta. Especialistas reforçam que a síndrome, apesar de rara, é grave e pode evoluir para paralisia, sendo essencial o diagnóstico rápido para um tratamento eficaz.
A situação na Índia não é isolada. Em 2023, o Peru contabilizou mais de 200 casos suspeitos e quatro mortes em apenas sete meses, o que levou o governo a declarar emergência nacional de saúde. Dois terços dos pacientes também tinham infecção por Campylobacter jejuni, reforçando a relação entre o patógeno e a síndrome.
No Brasil, o tema ganhou destaque após o ator Reynaldo Gianecchini revelar em junho de 2024 que desenvolveu a doença, que afetou parte de seus movimentos. A síndrome permanece uma das doenças autoimunes mais raras, mas tratável quando identificada precocemente.
Fonte: Notícia ao Minuto
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