Mãe e irmão de Eliza Samudio se manifestam após passaporte dela ser encontrado em Portugal

Sonia Moura e Eliza Samudio|Foto: Reprodução/Record TV

A mãe e o irmão de Eliza Samudio se pronunciaram nesta segunda-feira (5), após a repercussão da notícia de que um passaporte da vítima foi encontrado em Portugal, quase 15 anos depois de seu assassinato. O documento, emitido em 2006 e com validade até 2011, foi localizado em um apartamento em Lisboa e entregue ao Consulado-Geral do Brasil, que informou o Itamaraty sobre o achado.

Procurada pela reportagem do jornal O TEMPO, a mãe de Eliza afirmou que o encontro do passaporte “é um mistério” e que a família ainda não compreende como o documento foi parar em solo europeu. Ela disse que, apesar da dor e das lembranças, não perdeu a esperança de que a verdade sobre o caso — em especial, a localização do corpo — possa ser esclarecida.

O irmão de Eliza também se manifestou, ressaltando que o achado do passaporte reacende perguntas sobre detalhes do caso que ainda não foram respondidos. “A gente vive com dúvidas até hoje. Ver um documento dela aqui agora mexe com muitas lembranças, mas não muda o fato de que queremos respostas concretas”, declarou ele, pedindo respeito à memória da irmã e à dor da família.

A família reafirmou que o assassinato de Eliza, ocorrido em 2010, permanece um capítulo doloroso e com lacunas que jamais deveriam existir. Embora o passaporte encontrado não seja, por si só, prova de qualquer nova linha de investigação sobre seu destino, os parentes disseram que pretendem “acompanhar todos os passos que as autoridades brasileiras e portuguesas decidirem seguir em relação ao documento”.

Eliza foi morta aos 25 anos e seu corpo nunca foi encontrado, apesar das condenações na Justiça brasileira de vários envolvidos no crime — inclusive o ex-goleiro Bruno Fernandes, principal acusado e condenado como mandante.

O passaporte encontrado em Portugal tem um carimbo de entrada no país em 2007, e essa informação já está sendo analisada pelas autoridades consulares brasileiras e pelo Itamaraty. O consulado informou oficialmente que recebeu o documento, o registrou e o encaminhou às instâncias competentes para definição de procedimentos.

A publicação das declarações da mãe e do irmão ocorre em meio a um misto de sensação de incredulidade e cautela, já que não há, até o momento, confirmação de qualquer ligação direta entre o achado e a morte ou paradeiro de Eliza. No entanto, o caso voltou a chamar atenção da opinião pública e da mídia nos últimos dias.

Fonte: Varela Net

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem