Após quase cinco meses de sanções impostas pela Lei Global Magnitsky, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, foram retirados da lista de alvos da Ofac (Agência de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA) nesta sexta-feira (12).
A decisão do governo dos Estados Unidos implica no fim das restrições financeiras e territoriais que impediam Moraes de transitar, fazer negócios ou possuir propriedades nos EUA. As punições também foram revogadas para Viviane Barci e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos Ltda., ligado à família do ministro.
Moraes foi incluído na lista de sanções no final de julho, com a acusação de violação dos direitos humanos devido à sua atuação no caso envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro. As sanções também estavam ligadas à sua decisão de retirar do ar conteúdos de redes sociais que envolviam usuários baseados nos Estados Unidos.
A medida gerou uma grave crise diplomática entre os dois países, sendo parte das ações tomadas pelo governo de Donald Trump. No entanto, nas últimas semanas, a relação entre os dois países melhorou, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia solicitado explicitamente a retirada das sanções como parte de um processo de normalização das relações bilaterais.
A revogação das sanções ocorre em meio a um cenário de crescente aproximação entre os governos brasileiro e norte-americano. Após conversas entre Lula e Trump, ficou claro que a retirada das sanções seria um passo necessário para estreitar os laços entre as duas nações. Além disso, os EUA têm trabalhado com o Brasil em uma agenda conjunta de combate ao crime organizado nas Américas.
A expectativa é de que, nos próximos meses, haja progressos significativos em uma nova parceria comercial entre os dois países, com a possível suspensão de tarifas e a criação de grupos de trabalho para um novo acordo bilateral.
Fonte: BNews
Tags
Política
