Solidariedade da Sorte


Arquivo/Agência Brasil)

Criação da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), o “coquetel da morte” tem gerado graves problemas nos presídios de São Paulo. A mistura de cocaína, viagra e água tem sido usada por membros da organização para matar rivais nos presídios.

No último dia 26, o detento Juliano da Silva Soares, de 36 anos, passou mal na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP) e acabou falecendo. Segundo o colunista do Uol Josmar Jozino, Juliano pode ter sido vítima do coquetel, também conhecido como “gatorade”.

A mistura foi criada pela organização em meados de 2003 e, quando ingerida, causa overdose. Em muitos casos, a vítima acaba morrendo em cerca de 30 minutos após ingerir o coquetel.

Na cela em que a vítima dividia com outros quatro presos foram encontrados no ralo do banheiro 5,14 g de cocaína, 8,11 g de maconha, 14 comprimidos de cor azul, 20 de cor branca e quatro de cor verde, todos aparentando ser estimulantes sexuais.

Os presidiários Alexsandro Aparecido Bonifácio Santana, Carlos Ronaldo Correa, Deives Aparecido Manoel, Sidnei Oliveira da Cruz e Wanderlei Macambira de Brito foram isolados disciplinarmente por 10 dias. A Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (SAP) abriu procedimento de apuração preliminar para checar os fatos.

Ainda de acordo com a SAP, o laudo de exame necroscópico do corpo de Luciano ainda não foi emitido pela Polícia Científica, portanto, não é possível concluir a causa da morte.

O resultado, porém, tem grandes chances de ser inconclusivo. O “gatorade” foi amplamente adotado pelo PCC pois os exames de necroscopia das vítimas apontam como "indeterminada" a causa da morte. Logo, não há como responsabilizar criminalmente os responsáveis pelos assassinatos.

Fonte: Correios

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