Solidariedade da Sorte


      Michael Melo/Metrópoles

Desde o início da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, em março de 2021, o Ministério da Saúde perdeu 5.181 servidores. As vacâncias foram motivadas por aposentadorias.

No governo federal, a pasta lidera o ranking de órgãos que mais tiveram perdas de funcionários. Somente neste ano, foram 1.477 aposentadorias.

Os dados fazem parte de um levantamento do Metrópoles, com base em dados do Painel de Estatística de Pessoal (PEP), plataforma alimentada pelo Ministério da Economia.

De acordo com informações do painel, o Ministério da Saúde representa, sozinho, 24,1% do total de aposentadorias no funcionalismo público federal. A Região Nordeste foi a que mais teve trabalhadores públicos aposentados.

Ao todo, o governo federal registrou 6.115 aposentadorias até agora em 2021. No ano passado inteiro, foram 14.148. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e o Ministério da Economia completam o ranking do órgãos que tiveram mais desligamentos.

A maior parte das inatividades registradas no Ministério da Saúde, 91,6%, foram voluntárias, ou seja, o servidor optou por se aposentar. Neste cenário, 1.353 fizeram essa escolha.

Desestruturação

O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva, reclama da não reposição de servidores, o que para ele desestrutura o órgão.

O sindicalista explica que o governo federal tem feito poucos concursos, e, com isso, as vacâncias não estão sendo preenchidas.

“Lamentavelmente, esse é o retrato de toda a administração pública. Neste momento de pandemia, o Ministério da Saúde deveria estar dando resposta à altura. O ideal é que essas vagas fossem supridas com novos concursados para substituir quem está saindo”, defende.

Sérgio Ronaldo conta que cerca de 40% dos servidores que se aposentam nos órgãos públicos não estão sendo substituídos.

Versão oficial

O Metrópoles questionou o Ministério da Saúde sobre o número de servidores atual, a quantidade que seria ideal e se existe alguma carreira que mais apresenta déficit.

Até a mais recente atualização desta reportagem, a pasta não havia comentado o assunto. O espaço continua aberto para esclarecimentos.

Fonte: Metrópoles

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