Solidariedade da Sorte


    (Paula Fróes/CORREIO)

O soteropolitano que costuma andar, correr ou pedalar na Barra voltou a ver um velho conhecido dessa pandemia nesta terça-feira (25): os postos de controle da Guarda Civil Municipal (GCM). Instaladas no Porto da Barra, no Farol e no Barra Center, as barreiras, que agora não têm previsão de saída, servem para fazer a triagem de quem passa por lá e facilitam o processo de conscientização quanto ao uso de máscara feito pelos agentes da GCM. A medida volta em um momento de alta no número de novos casos na capital baiana, que está com 80% de ocupação dos 789 leitos de UTI disponíveis nos centros de saúde da cidade.

Um retorno que tem seu efeito. Enquanto a reportagem esteve por lá, todos que vinham sem máscara ou com o item de proteção no queixo, tratavam de pôr a máscara direitinho no momento de passar pelo posto e não tiravam depois de ultrapassar a barreira. Diretor da GCM, Maurício Lima afirmou que as barreiras voltaram para mitigar o avanço do vírus com a redução do número de pessoas que andam no local sem se proteger “Fomos solicitados pela Prefeitura que retomássemos esse trabalho de fiscalização, com objetivo de evitar que as pessoas transitem nas ruas sem a devida proteção. Lembrando que a máscara protege quem usa e também que está próximo”, afirma.

           Agentes distribuiram máscaras durante toda a manhã (Foto: Paula Fróes/CORREIO)

Proteção necessária

Quem já usa máscara e se protege da maneira adequada comemorou a volta das barreiras já que entende que, com todo mundo de máscara, o trânsito pelo local fica mais seguro para todo mundo por tabela. Esse é o caso da servidora pública. Terezinha Bessa, 62, que aproveitou a passagem pela barreira para pegar outra máscara e reforçar a proteção. "Sempre é bom pegar mais uma porque, às vezes, a máscara fica molhada porque a gente transpira bastante no exercício. Com essa aqui no bolso, vou poder trocar pra ter uma proteção melhor assim que a que estou usando ficar molhada demais", diz.

Ela, que tem o hábito de praticar exercícios na região de forma rotineira, conta que a ação é uma boa, principalmente, para coibir a ação de pessoas que ignoram a necessidade do uso de máscara. "Algumas pessoas não usam máscaras ou deixam no queixo e isso é arriscado. Essa ação é valiosa tanto para quem descumpre o protocolo quando pra quem está querendo como para nós que cumprimos e mesmo assim ficamos expostos aos outros que não usam", declara.

Lafayette Filho, 62, advogado, vai na mesma linha de Terezinha. Frequentador diário da Barra, ele se incomoda com o desleixo das pessoas em relação ao item de proteção. "Todos os dias faço minha caminhada e vejo gente demais sem fazer o uso da máscara, infelizmente. O vírus ainda tá por aí e tem gente marcando bobeira. Então, a presença desse posto pra gente que quer tomar todo cuidado possível é muito bem-vinda", fala

       Lafayette garantiu mais proteção ao pegar uma máscara reserva (Foto: Paula Fróes/CORREIO)

O advogado também pegou uma máscara extra na mão dos agentes da GCM e afirmou que espera que a barreira continue por lá para assegurar o básico quando se trata de proteção na pandemia. "É uma medida válida para preservar a saúde e garantir que o mínimo que se necessita em um protocolo de combate ao coronavírus vai ser cumprido", justifica.

Balanço

De acordo com a GCM, o primeiro dia de trabalho foi tranquilo no local e todos que passavam sem a máscara não apresenteram resistência nem em usar as que tinham em mãos ou receber as que estavam sendo distribuídas pelos agentes. Ao todo, 150 máscaras já foram distriubuídas no posto que permanece ativo até àd 19h.

Fonte: Correio

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