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                                               (Reprodução/TV Bahia)

Com uma almofada branca em mãos, para esconder as algemas, a falsa jurista Cátia Regina Raulino desembarcou no Aeroporto de Salvador na manhã desta quinta-feira (1). Indiciada por exercício ilegal da profissão e por plagiar trabalhos de alunos em Salvador, ela estava foragida e foi presa no último dia 24 de março, em Florianópolis.

Ao desembarcar na capital baiana, ela foi levada pela Polícia Civil ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde foi submetida a um exame de corpo delito. Posteriormente, a falsa jurista foi conduzida à Polinter (Polícia Interestadual), onde permanecerá custodiada à disposição da justiça.

"A prisão dela foi decretada por causa da fuga. Descobri o endereço dela, mas não consegui fazer uma busca e apreensão. Constatamos que ela vendeu o carro e abriu uma empresa em Santa Catarina de prestação de serviço em tecnologia”, declarou o delegado ACM Santos que, no início da investigação, era titular da 9ª Delegacia (Boca do Rio), onde o inquérito foi instaurado - atualmente, ACM Santos está na 16ª Delegacia (Pituba).

 

A prisão de Cátia Raulino decorreu de uma operação conjunta entre as polícias baiana e catarinense. "Aqui, em Salvador descobrimos que ela estava há três meses em Florianópolis como dona de uma empresa de TI (tecnologia da informação). Pelo número de telefone da empresa, encontramos o endereço dela e o serviço de inteligência de Santa Catarina foi prendê-la em um apartamento alugado”, disse o delegado ACM Santos. Em novembro do ano passado, ela foi denunciada à Justiça pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) pelos crimes de uso de documento público falso, violação de direito autoral e fraude processual.

Após ser presa, Cátia Raulino foi levada para a sede da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) da cidade catarinense, onde permaneceu até o início da manhã desta quinta-feira, quando foi transferida para Salvador. A falsa jurista dizia ser formada em Direito, com mestrado, doutorado e pós-doutorado, mas nunca apresentou documentos comprovando. As instituições que ela alega ter estudado negam que ela tenha concluído qualquer curso.

Algemas

Cátia Raulino chegou à Bahia num voo comercial. Ela saiu de Florianópolis para São Paulo e, de lá, seguiu para Salvador, onde chegou às 11h10. Segundo o delegado ACM Santos, a falsa jurista sairia pelo desembarque convencional, o que não aconteceu. Numa tentativa de preservar a imagem da acusada, a polícia conduziu a falsa jurista do avião para um ônibus, que a levou até uma área externa do aeroporto, longe do desembarque doméstico. Ela estava acompanhada de três agentes, entre eles, uma mulher.

Usando o cabelo preso num coque, casaco azul, calça bege, sandália e máscara na cor preta, Cátia Raulino caminhou com um travesseiro sobre as mãos, escondendo as algemas, rumo a uma viatura da Polícia Civil, que estava sem plotagem. Em seguida, o carro deixou o aeroporto em direção ao DPT.

Exame

Pouco depois das 12h, Catia Raulino já havia chegado no DPT para exame de lesão corporal. O exame é uma medida de praxe da polícia, para garantir que não houve excesso do agente público no cumprimento de um mandando de prisão ou flagrante. Cerca de meia hora depois, a falsa jurista deixou o prédio do DPT.

   Falsa jurista, Cátia Raulino deixou o DPT sem falar com a imprensa (Foto: Nara Gentil/CORREIO)

Na saída, a falsa jurista usou parte do casaco para novamente encobrir as algemas e cobriu o rosto com um gorro. Ela foi cercada pela imprensa e ignorou as perguntas feitas. Levada à Polinter, ela será interrogada mais uma vez e ficará à disposição da justiça.

Fonte: Correio

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