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O presidente Jair Bolsonaro avisou, nesta quarta-feira (13/05), que gosta que seus ministros estejam alinhados com ele e com o que ele pensa. O recado teve direção certa: o ministro da Saúde, Nelson Teich, que, em mensagens publicadas em redes sociais, mostrou sérias restrições ao uso da cloroquina no tratamento de pessoas com a covid-19.

“Todos têm que estar afinados. Quando eu converso com os ministros, eu quero eficácia na ponta da linha. Nesse caso, não é gostar ou não do ministro Teich, tá? É o que está acontecendo. Nós estamos tendo aí centenas de mortes por dia. Se existe uma possibilidade de diminuir esse número com a cloroquina, por que não usá-la?. A gente não pode é, daqui a dois anos, falar: ah, se tivesse usado a cloroquina lá atrás, teríamos salvo milhares de pessoas. Só isso”, afirmou.

Nas redes sociais, um dia antes, Teich havia sido enfático: “Um alerta importante: a cloroquina é um medicamento com efeitos colaterais. Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o uso da cloroquina”.

Discussão

Bolsonaro destacou que, nesta quarta-feira, discutirá com Teich a ampliação do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes contaminados pelo novo coronavírus. Para o chefe do Executivo, ainda que a eficácia desse medicamento não tenha sido comprovada, seu uso contra a covid-19 tem que ser pensado de forma emergencial.

“Vai ser discutido hoje com o ministro. O meu entendimento, ouvindo médicos, é de que ela (a cloroquina) deve ser usada desde o início para quem está no grupo de risco, pessoas com comorbidades, com idade”, frisou. Ele disse também que o uso do medicamento contra a covid-19 não é opinião dele, porque não é médico.

“Mas muitos médicos do Brasil e de outros países entendem que a cloroquina pode e deve ser usada desde o início, mesmo sabendo que não há uma comprovação científica de sua eficácia. Mas como estamos em uma emergência, sempre foi usada desde 1955, e agora (combinada) com a azitromicina pode ser um alento para essa quantidade de óbitos que estamos tendo no Brasil”, enfatizou.

Lembrando que uma das divergências com Bolsonaro que resultaram na demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde foi exatamente a resistência do então subordinado em reconhecer os benefícios da cloroquina no enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

Fonte: Correio Braziliense

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