Plácido Domingo é acusado de assédio sexual por nove mulheres - AUGUSTO URGENTE- JACOBINA BAHIA

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Plácido Domingo é acusado de assédio sexual por nove mulheres

Plácido Domingo é acusado de assédio sexual por nove mulheres 
O tenor espanhol Plácido Domingo (78), um dos homens mais influentes da música clássica, foi acusado por nove mulheres de ter cometido assédio sexual. A denúncia foi publicada na madrugada desta terça-feira (13), pela agência de notícias Associated Press. 

De acordo com a publicação, as supostas vítimas – oito cantoras e uma bailarina - dizem que o maestro as forçava a manter relações sexuais em troca de trabalho, no início de suas carreiras. Elas afirmaram ainda que Domingo chegou a retaliar profissionalmente aquelas que não cediam ao abuso.

Os incidentes teriam começado nos anos 1980, se estendendo por três décadas. Uma das mulheres afirma que o músico enfiou a mão por debaixo de sua saia e outras três contaram que ele as beijou a força em um camarim, um quarto de hotel e em um almoço de negócios. “Não há nada de estranho em sair para almoçar com alguém. Mas é muito errado quando essa pessoa coloca a mão dela em seu joelho ou tentar roubar um beijo”, disse uma das cantoras. “Ele sempre estava tocando de alguma forma, sempre te beijando”, descreveu. A mezzo soprano Patricia Wulff é a única das acusadoras que decidiu sair do anonimato. Ela confirma o relato das demais mulheres.

Além do testemunho destas nove artistas sobre abuso sexual explícito, outras seis mulheres disseram à agência que Plácido Domingo lhes fez propostas constrangedoras. Uma cantora contou que o tenor espanhol pediu insistentemente para sair com ela, depois de contratá-la para uma série de concertos, nos anos 1990. Mais de 30 outros profissionais que trabalharam com ele disseram que testemunharam o comportamento sexual inadequado e confirmaram que o músico perseguia mulheres jovens impunemente.

Diante das denúncias, o artista espanhol afirmou que “é doloroso ouvir que pude molestar alguém” e classificou as acusações como “inexatas”. “As regras e valores que seguimos hoje, e devemos seguir, são muito diferentes de como eram no passado”, acrescentou. BN

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