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Ex-ministro do Esporte repassou R$ 11 mi para pasta que assumiu no DF


Nos últimos quatro dias de 2018, o ex-ministro Leandro Cruz Fróes da Silva enviou R$ 11 milhões para a secretaria de Esporte do Distrito Federal. Logo após deixar o governo de Michel Temer, Fróes assumiu a pasta na capital federal. Ele também cuidará das áreas de turismo e do lazer.

A posse do ex-ministro na gestão de Ibaneis Rocha (MDB) foi na terça-feira (1º).

Em nota, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, e o futuro secretário especial do Esporte, Marco Aurélio Vieira, informaram na sexta-feira (4) que vão “revisar todos os contratos e convênios celebrados nos últimos dois meses de 2018”

Do dia 28 até 31 de dezembro, o extinto ministério autorizou seis repasses à pasta do Distrito Federal. O maior foi o convênio publicado no último dia do ano no Diário Oficial para a “implantação e Desenvolvimento do Programa Luta pela Cidadania” no valor de R$ 6 milhões. O segundo maior foi publicado no Diário Oficial no dia 28 no valor de R$ 2 milhões referente “ao projeto-piloto Esporte e Cidadania”.

No total, o extinto ministério repassou R$ 23 milhões para a secretaria da capital em 2018.
A investigação no Ministério da Cidadania nos repasses para o governo de Brasília foi aberta após o nadador Luiz Lima ter anunciado pelas redes sociais que Fróes teria repassado cerca de R$ 100 milhões para a sua futura secretaria. Lima foi eleito deputado federal pelo PSL do Rio.

No comunicado, o Ministério da Cidadania informa que “os números levantados até aqui sobre os últimos convênios celebrados com o Governo do Distrito Federal não chegam ao montante do número divulgado [por Lima]”, mas que o pente-fino apontará o valor final.

O trabalho dos técnicos do ministério deverá ser concluído até o final desta semana. Na mudança promovida pelo presidente Jair Bolsonaro, a pasta da Cidadania unificou os ministérios da Cultura, Desenvolvimento Social e Esporte.

Fróes nega que tenha privilegiado no ministério a secretaria que comanda. Em nota, ele afirma que “a respeito de a assinatura de alguns convênios terem ocorrido no fim do ano, há que se lembrar que no início do ano houve um contingenciamento de recursos feito pelo governo federal e somente em novembro é que houve a liberação para utilização das verbas, como é praxe na administração federal”.

Ele argumentou também que o Distrito Federal “estava inadimplente perante o Serviço Auxiliar de Informações para Transferência Voluntária e somente depois que o então governador Rodrigo Rollemberg regularizou a situação é que os convênios puderam ser assinados”.

Fróes foi nomeado ministro em 2018 por indicação de Leonardo Picianni (MDB), que deixou o cargo para concorrer a uma vaga no Congresso Nacional. Ele não se elegeu.

O ex-ministro trabalhou por sete anos na Câmara dos Deputados com Picciani. Antes, ele foi secretário de Trânsito, Transportes e Serviços Públicos de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

FolhaPress
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