Adolescente lidera quadrilha responsável por incêndio que matou criança e mulher em fazenda na BA

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

"Trabalho na área de segurança. Isso é uma retaliação. O alvo era eu”, diz o avô da criança de 4 anos que, junto com uma mulher que tomava conta dela em casa, morreram queimadas em um incêndio criminoso no distrito de Monte Gordo, em Camaçari, região metropolitana de Salvador.

As vítimas são a garotinha Railla Santana Cunha e Marilene de Jesus Santos. Elas chegaram a ser socorridas para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram aos ferimentos.

“Como eles arrombaram a porta, não me achou (sic.), botaram fogo na minha neta e na minha amiga, que a minha netinha considerava como vó. Eu acredito que ele vai tentar nova retaliação. Não só a mim, como outros seguranças que já sofreram outras penalidades”, relata o rapaz que, por medo, prefere não se identificar.

A delegada que investiga o caso, Aymara Bandeira, não tem dúvidas em afirmar que o crime foi cometido por uma quadrilha liderada por um adolescente, que já foi identificado, mas segue solto e cooptando outros jovens da região para o mundo do crime.

A fazenda onde o crime ocorreu fica em um local de difícil acesso. Por lá, os sinais de violência ficaram marcados nas paredes. Durante o ataque, segundo testemunhas, primeiro o imóvel foi atingido por tiros. Depois, pedras foram jogadas no telhado e pelo buraco aberto no teto, os homens jogaram uma tocha artesanal feita com estopa, arame e um pedaço de madeira. O crime aconteceu no início da madrugada de quarta-feira.

Na hora do ataque, o morador da casa queimada, Romero Fernando Souza Cunha, filho do dono da fazenda, já tinha saído para trabalhar na extração de cascalho.

Um homem, que não quis ser identificado, trabalha na fazenda e diz que acordou com a claridade das chamas e foi o primeiro a tentar socorrer as duas. “Acordamos todo mundo junto. E já tava o fogo tomado pela... em chamas a casa. E aí, a gente tentou salvar e... corre dum (sic.) canto, corre do outro. Eles ainda atirando contra nós. E aí o que ocorreu foi que nós tentamos tirar elas, e aí, tentamos dar vida a elas. Mas aí, não resolveu nada”, lamenta.

Fonte: G1/Bahia
Foto: Reprodução/TV Bahia

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