Integração ônibus-metrô volta a causar congestionamento de passageiros; governo garante emprego de rodoviários

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O começo desta terça-feira(3) voltou a ser de transtorno e preocupação para muitos usuários do transporte coletivo de Salvador por causa do que chamam de problemas no transbordo de Mussurunga, na Avenida Paralela, onde há a integração entre ônibus intermunicipais e o metrô. E foi a integração que levou rodoviários a fazerem protesto, temendo demissões que logo foram contestadas pelo governo do estado.
A segunda-feira(2), foi o primeiro dia útil da integração entre os ônibus que saem de várias localidades da Região Metropolitana em direção à capital, trazendo trabalhadores e estudantes. 

De acordo com as novas normas, os coletivos que antes seguiam pela Avenida Paralela até o Terminal da França ou a Calçada, na Cidade Baixa, agora devem parar em Mussurunga, de onde os passageiros saltam e seguem viagem de metrô, sem pagar outra passagem, desde que a viagem tenha sido feita até horas horas a partir do momento em que entraram nos coletivos intermunicipais.

Essa mudança, fruto de acordo entre Prefeitura de Salvador e Governo da Bahia, com aval do Ministério Público, provocou reação dos rodoviários, ontem. Os representantes da categoria que trabalha nos ônibus da Região Metropolitana, dizem que essa mudança pode provocar a demissão de dois mil rodoviários, mas, antes do fim da tarde de ontem, o governador Rui Costa disse que não há essa possibilidade. Ao contrário, segundo o governador. “Nós vamos ampliar o número de transporte. Ao colocar novas linhas alimentadoras vamos precisar de mais ônibus, mas com roteiros diferentes. E isso vai gerar novos postos. Eu diria que teria mais a ver com o susto dos empresários que estão preocupados com suas linhas do que um prejuízo para os trabalhadores. Não teremos redução e sim ampliação”, disse Rui.
A manhã da terça-feira foi de transporte normal, mas com grande movimento na Passarela e começam a surgir ideias para desafogar o movimento na Estação Mussurunga. Em contato com o #AgoraNaBahia, usuários sugerem que haja uma divisão nos locais onde os coletivos deixam os passageiros, para reduzir os riscos sobre a Passarela e agilizar a entrada nos trens do metrô.

“Sugiro que alguns ônibus sigam até a Estação Trobogy e a gente pega o metrô por lá. Tem muita gente pra descer de uma vez só por aqui, pois todo mundo tá chegando pro trabalho”, diz Amanda Coelho, contabilista que todos os dias faz o trajeto entre Abrantes, município de Camaçari e a Piedade, no centro de Salvador, onde presta serviços a uma empresa privada.

Ao falar sobre a ampliação desse sistema de integração, o governador Rui Costa não explicou como isso irá ocorrer, nem mesmo como haverá o aumento no número de ônibus que trabalharão transportando passageiros entre cidades e outras localidades até as estações do metrô.

O grande objetivo do estado e da prefeitura é que não haja concorrência entre os dois modais de transporte coletivo, permitindo que o trânsito seja o grande beneficiado, bem como os usuários que ganham maior velocidade na chegada aos seus destinos.

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