Criança de 11 anos é encontrada em cela com estuprador preso em cadeia do Piauí

terça-feira, 3 de outubro de 2017

No último sábado, 30 de setembro, agentes penitenciários de plantão foram obrigados a entrar em todas as celas da Colônia Agrícola Major César de Oliveira para conseguir descobrir qual era a visita que ainda estaria dentro do sistema prisional. O procedimento teve que ser realizado devido ao fato do horário da visita ter terminado e se ter percebido que um visitante não havia deixado o local. Durante a procura nas celas, os agentes encontraram um garoto, de apenas 11 anos, debaixo da cama de um dos detentos. O detento em questão se chama José Ribamar Pereira Lima e já está preso desde 2015. Ele foi condenado por estuprar uma vítima de 14 anos e pela prática de pedofilia.

O que mais intrigou as autoridades foi o fato de que a criança foi levada ao presídio pelos próprios pais e ficou na cela após a visita com o consentimento deles. Os pais dessa criança são amigos da vítima e permitiram que a criança dormisse com José. No dia seguinte o casal retornou a cadeia e recebeu voz de prisão. A Central de Flagrantes de Teresina é responsável pelas investigações.

Visita sem autorização judicial

Segundo informações do presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), como a criança tem idade inferior a 18 anos e não possui nenhum grau de parentesco com o preso, era necessário que ela fosse autorizada previamente pela justiça a ter acesso à cela do preso. No entanto, a criança entrou na cela mesmo sem uma autorização judicial.

O presidente do sindicato ainda ressaltou que não existe cadastro de crianças que visitam os detentos e que essa situação é muito grave. Ele classificou o crime ocorrido como uma aberração contra vulneráveis.

O que diz o Estatuto da Criança e do Adolescente

Adolescentes e crianças são proibidos de frequentar celas de presídios. A determinação é que as visitas ocorram em brinquedotecas. Ainda é necessário que haja uma autorização da justiça para que a criança possa conviver com o preso em um horário estabelecido pela própria unidade prisional.

Criança é tocada nas partes íntimas

Aos agentes penitenciários, a criança relatou que embora não tenha ocorrido conjunção carnal, ela foi tocada nas partes íntimas pelo detento. Suspeita-se que a criança foi deixada na cela do preso para que pudesse ser violentada durante o período noturno. Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi disse que esse é um caso estarrecedor.

Detento é espancado pela direção da unidade prisional

O suposto espancamento denunciado pela Sinpoljuspi está sendo apurado. De acordo com a denúncia, a direção do presídio teria espancado o detento como forma de punição por ter mantido a criança dentro da cela.

Fonte: Blasting News

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