Mônica Iozzi diz que se descobriu feminista ao ser assediada por ACM Neto; prefeito nega

domingo, 17 de setembro de 2017

A atriz Monica Iozzi, durante uma palestra para revista TPM, afirmou que se descobriu feminista, ao passar por uma situação de assédio envolvendo o então deputado federal, ACM Neto, no Congresso Nacional, durante o ano de 2010. Na época, ela era repórter do programa CQC, da Band. “Quando eu entrei no CQC, eu fazia muitas matérias com celebridades, eu entrevistava muitas celebridades. Mas aquilo nunca me disse nada. Eu achava uma grande bobagem. Eu sempre quis fazer política. Durante quase um ano, eu não podia fazer política, eu questionava por que. Um dia, meu diretor, da maneira mais amável do mundo disse: ‘Mônica, você é mulher, e lá é muito difícil para as mulheres. Você vai ser engolida por aqueles caras’”, contou no evento. “Foi no meu segundo ano trabalhando todos os dias nos corredores do Congresso Nacional que eu me descobri feminista. Eu entendia o que era, mas não era próxima daquilo. Eu fui entrevistar um deputado, e ele quando foi responder a pergunta, pegou na minha cintura. Eu fiquei tão impressionada com aquilo, com tanta raiva, tem isso na imagem. Eu fiquei vermelha. Eu dou um tapa na mão dele, e pergunto: o que é isso deputado? e essa mãozinha na minha cintura?”, relatou a atriz. Ela disse que ACM a respondeu que fez isso para deixa-la mais a vontade por ter acabado de chegar. Ela questionou se em algum momento, tentou deixar o colega de trabalho, Danilo Gentilli, que também cobria o Congresso mais a vontade, e obteve como resposta que não, pois Danilo era “homem”. “Foi a única vez que fiquei sem resposta”, disse. A partir daquele momento, percebeu que teria que se colocar como mulher no Congresso. Antes disso, contou que ela era a única mulher repórter em um programa extremamente masculino, formado por sete homens, com matérias feitas por homens, mas que o ambiente não era machista. Em outro momento, Mônica Iozzi relatou que um ex-candidato a presidência e senador começou a mandar flores, vinhos e brincos da Vivara. Ela disse que todos os “agrados” eram deixados no hotel em que ela ficava hospedada e que nunca ficou com eles para si. Em uma entrevista com este político, ele a questionou se não estava recebendo seus “agrados” e que tinha “um apreço” grande por ela. Ela o respondeu que não se tratava de agrados e sim de assédio. “Em Brasília, assédio sexual funciona como assédio moral”. ACM Neto, atual prefeito de Salvador, em nota ao Brasil 247, afirmou que a comediante “distorceu o que, de fato, aconteceu durante uma entrevista que concedeu a ela em 2010, no Congresso Nacional”. Segundo Neto, a entrevista está disponível no YouTube para quem quiser ver que ele, em momento algum, durante os 18 segundos que durou o vídeo, fala que estava pegando na cintura da atriz para deixá-la mais à vontade. O prefeito ainda lembrou que o CQC era considerado um programa de humor conhecido por perseguir e constranger políticos nos corredores do Congresso Nacional e que muitas entrevistas terminavam em confusão. Lembrou que, mesmo assim, sempre atendeu ao programa num clima de bom-humor e descontração. Neto disse que Mônica Iozzi não está falando a verdade, e isso é grave. Recordou que, após aquele dia, ela o entrevistou diversas vezes, sempre com bom-humor e alegria.
Com informações do Brasil 247. 

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