Fachin cita indícios de que Joesley e Saud 'omitiram' dados sobre ex-procurador

domingo, 10 de setembro de 2017

O ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou,na decisão que determina a prisão do empresário Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, que há “indícios suficientes de que os colaboradores omitiram” informações sobre a participação do ex-procurador Marcelo Miller no processo de delação premiada da JBS. 

Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, o ministro então suspendeu o acordo até o fim da apuração do caso. "Cabível, portanto, nos termos pleiteados pelo MPF, a parcial suspensão cautelar da eficácia dos benefícios acordados entre o procurador-geral da República e os colaboradores para o fim de se deferir medidas cautelares com a finalidade de se angariar eventuais elementos de prova que possibilitem confirmar os indícios sobre os possíveis crimes ora atribuídos a Marcello Miller", argumenta. Foi utilizado o termo “parcial suspensão” porque se mantêm os acordos firmados com outros dois delatores do grupo, Francisco Assis e Silva e Wesley Batista. 

O ministro justifica ainda porque não decretou a prisão de Miller: "Ainda que sejam consistentes os indícios de que pode ter praticado o delito de exploração de prestígio e até mesmo de obstrução às investigações, não há, por ora, elemento indiciário com a consistência necessária à decretação da prisão temporária, de que tenha, tal qual sustentado pelo Procurador-Geral da República, sido cooptado pela organização criminosa". Foto: Reprodução/TV Globo / Fonte: Bahia Notícias.

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