Dono da JBS entrega à PGR novos documentos e gravações com políticos

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Os advogados do grupo J&F entregaram nesta quinta-feira (31) os anexos complementares da delação feita pelos executivos da empresa para a PGR (Procuradoria Geral da República). Entre os arquivos, constam novos áudios de Joesley Batista de conversas que teve com políticos. O empresário tinha até esta quinta para completar o acordo da delação premiada. Também foram entregues documentos com a explicação de como deve ser feita a leitura de planilha entregue pelo diretor Ricardo Saud, que indica doações da JBS a mais de 1,8 mil políticos.

Na planilha, a JBS aponta quais doações foram fruto de corrupção e quais foram caso de caixa 2 - quando não há registro oficial da doação, mas a empresa não negociou nenhuma contrapartida para o repasse do dinheiro. Há anexo também sobre os contratos das empresas do grupo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As informações prestadas, segundo fontes com acesso ao material, indicariam gestão fraudulenta nas operações do banco. Nesse caso, a entrega tem como finalidade evitar que empresa seja processada na Justiça Federal de Brasília por conta dos desdobramentos da operação Bullish

O procurador do caso, Ivan Marx, afirmou à reportagem que Josley omitiu em sua colaboração os crimes praticados no banco público. Diante das críticas do juiz, a empresa decidiu que entregaria todo o material à PGR, órgão com o qual foi firmado o acordo de delação, para que os investigadores decidam o que compartilhar com o Ministério Público Federal em Brasília. Sobre os novos áudios, Joesley decidiu revisar as conversas que tinha guardadas em seu computador após entregar o gravador para a perícia da Polícia Federal avaliar a conversa entre ele e o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, em maio deste ano. As gravações feitas por Joesley Batista, dono do grupo e um dos delatores, foram entregues porque a Polícia Federal havia encontrado, durante perícia no gravador do empresário, arquivos apagados. A defesa optou por entregar áudios para que os procuradores façam a análise de todo o material disponível. R7

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