Césio 137: maior acidente radiológico do mundo completa 30 anos

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Substância radioativa se espalhou por Goiânia e ocasionou quatro mortes, além de deixar mais de mil pessoas afetadas pela tragédia

Cerca de 19g de um pó esbranquiçado de dia, azul brilhante à noite. Quatro mortos.  51 contaminados graves e 1.143 pessoas afetadas. Era 13 de setembro de 1987, quando dois catadores de sucata encontraram no atual prédio do Centro de Convenções de Goiânia uma máquina de radioterapia, que seria responsável pelo que é considerado o maior acidente radiológico não só do país, mas do mundo.

Presente em um equipamento de radioterapia para tratar pacientes vítimas do câncer, o pó radioativo Césio 137, espalhou por Goiânia (GO) muito pânico e desespero. Amanhã o desastre completa 30 anos, quando Wagner Mota Pereira e Roberto Santos Alves acharam a máquina que chegava a pesar 300 kg, entre as sobras do antigo Instituto Goiano de Radioterapia.  O imóvel que tinha sido comprado pelo Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás (Ipasgo) era administrado pelo Estado.

A cápsula contendo o Césio 137 acabou indo parar no ferro velho de Devair Ferreira, que se encantou com a cor e brilho da substância, achando que era algo que poderia ter algum valor.  Depois de desmontar o aparelho a golpes de marreta, Devair fez questão de mostrar a novidade para a esposa, Maria Gabriela, e todos os outros familiares e conhecidos. Dias depois, todos que tiveram contato com o pó começaram a sofrer com náuseas, vômitos, tontura e diarreia, mas ninguém sequer imaginou que o mal-estar tinha algo a ver com o aquele pó tão reluzente. Devair e Maria, por exemplo, pensaram que os sintomas eram devido a uma feijoada que haviam ingerido. Fonte: Correio 24h.

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