Casal Érico Brás e Kenia Maria são indenizados em R$ 35 mil após expulsão de avião

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Érico Brás e Kenia Maria são indenizados em R$ 35 mil após expulsão de aviãoO ator Érico Brás afirmou ter sofrido racismo na manhã desta quinta-feira (31), em um voo da Avianca que partia às 6h27 de Salvador com destino ao Rio de Janeiro. Segundo informações do portal G1 Bahia, disse ter sido tratado por grosseria por um comandante da companhia aérea, que retirou Érico e sua esposa, Kênia Maria, do avião. O caso ocorreu após o funcionário afirmar que a bagagem não poderia ser levada embaixo da poltrona em frente ao casal e em seguida guardar a mala no compartimento superior. “Ele [comandante] pegou com grosseria a bagagem. Ele estava bastante irritado. Ele jogou e empurrou a bagagem contra as outras no compartimento. Ela [esposa] disse: ‘Tem que ter cuidado para não quebrar’. Eu disse: ‘Você está sendo mal educado, não vou aceitar isso’. Ele chamou uma pessoa da Avianca e eu disse que não ia descer. Ele [comandante] chamou a PF, que disse que eu tinha que descer”, contou Érico. O voo atrasou 20 minutos por conta da discussão. Para Érico, o tratamento dispensado pelo comandante foi causado por racismo. “O tratamento é típico de racismo. Pelo fato de eles acharem que podem tratar as pessoas [negras] assim”, disse Érico. Após sair da aeronave, o ator prestou queixa contra a Avianca na Agência Nacional de Aviação (Anac). “Fiz uma queixa de descaso do comandante e vou entrar com ação na justiça por racismo”, afirmou. Segundo Érico, oito pessoas que estavam no voo também desceram do avião e prestaram depoimento na Anac, em solidariedade. Por conta do ocorrido, o ator se atrasou para uma gravação no Rio de Janeiro, marcada para as 10h desta quinta-feira. O ator relata que a esposa e os outros passageiros que desceram conseguiram remarcar o voo, agendado para partir às 10h de Salvador. Por meio de nota, a companhia aérea afirmou "que mantém a sua prioridade na segurança de voo, em respeito a todos os seus passageiros". "No caso referido, a Polícia Federal foi acionada, como é praxe no setor, porque um grupo de clientes recusou-se a seguir as orientações dos comissários sobre a acomodação das bagagens", justificou a Avianca.
Informações do G1 

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