domingo, 4 de junho de 2017

A senadora Gleise Hoffmann (PR) foi eleita neste sábado (3) como nova presidente nacional do PT, com 367 dos 593 votos. A congressista era apoiada pela corrente Construindo um Novo Brasil, à qual pertence o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e era considerada favorita na disputa com o também senador Lindbergh Farias (RJ), que recebeu 226 votos. O militante José de Oliveira não recebeu votos. A CNB também venceu as eleições das chapas concorrentes aos cargos da diretoria do partido. Primeira presidente do sexo feminino da legenda, Gleisi ficará à frente do partido por dois anos e terá o desafio de conduzir o partido em meio à crise de imagem enfrentada após escândalos como Mensalão e Operação Lava Jato, além do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e acusações contra Lula. A própria Gleisi enfrenta denúncias: ela é ré em processo no Supremo Tribunal Federal (STF), acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ela teria pedido e recebido R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção da Petrobras. A senadora também é citada por três delatores da Odebrecht, que contam ter feito pagamentos feitos a pedido do marido dela, Paulo Bernardo, quando ainda era ministro dos governos Dilma e Lula. Gleisi, porém, defende que o partido não fique se martirizando. “Não vamos ficar apontando nossos erros para que a burguesia e a direita se aproveitem disso. Nós reconhecemos nossos erros na prática”, afirmou. “Mas não teve, na história de 500 anos de país, governos melhores que os do PT”, completou.

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