Vírus da febre amarela sofreu diversas mutações genéticas inéditas, aponta Fiocruz

terça-feira, 16 de maio de 2017

Vírus da febre amarela sofreu diversas mutações genéticas inéditas, aponta FiocruzVariações inéditas no genoma do vírus da febre amarela foram encontradas por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O sequenciamento completo do genoma do vírus responsável pela febre amarela foi finalizado e, a partir da análise, as variações foram encontradas. De acordo com o G1, não há registro dessas mutações na literatura científica mundial. A vacina ofertada atualmente protege contra diferentes genótipos do vírus, como o sul americano e o africano. A alteração detectada não afeta a proteína do vírus, que são utilizadas no funcionamento da vacina. Duas amostras de macacos bugios do Espirito Santo foram utilizados para o sequenciamento do genoma. “Os bugios são especialmente importantes nas investigações sobre a febre amarela por serem considerados 'sentinelas': como são muito vulneráveis ao vírus, estão entre os primeiros a morrer quando afetados pela doença. Além disso, estes animais amplificam eficientemente o vírus em seu organismo”, afirmou Ricardo Lourenço, veterinário e entomologista. O vírus que estava causando o surto de febre amarela no país pertence ao subtipo genético conhecido como linhagem Sul Americana 1E. As alterações detectadas são associadas a proteínas envolvidas na replicação viral. Os resultados foram encaminhados ao Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, além de para pesquisadores da Itália, Estados Unidos e Inglaterra. Os impactos da descoberta ainda estão sendo investigados. Mais amostras serão sequenciadas. 
Informações do G1 

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