Temer estima ter 314 votos para a reforma da Previdência

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Temer estima ter 314 votos para a reforma da PrevidênciaO presidente Michel Temer estima ter ao menos 314 dos 320 votos que necessita para aprovar a reforma da Previdência. Em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (12), ele nega, no entanto, que o Planalto tenha feito o levantamento. “Nós não fizemos ainda este levantamento. É claro que temos uma base aliada muito ampla, os partidos vão detectar nome por nome. Este vota, este não vota e, evidentemente, é uma decisão do Congresso, mas eu só pedirei para levar no dia que tiver os votos cravados. Tem que ser uns 320. Agora, se eu me pautar pelo que me disse o Pezão eu já tenho 314”, explica. O peemedebista também prevê pautar a votação em 1º turno em plenário até o final de maio. Na avaliação do presidente, a reforma trata-se mais de uma “atualização” da Previdência. “De tempos em tempos, é preciso atualizar a Previdência. A primeira vez foi feita entre 1995 e 1996. Depois, em 2003, houve uma nova atualização. Em 2012, novamente, com medidas que a presidente Dilma tomou. E agora também vai acontecer. Talvez daqui a 10 anos precise de uma nova atualização. É uma transição muito suave”, aponta. Para Temer, a reforma não é “de conteúdo”, mas sim política. “Seriam R$ 800 bilhões em 10 anos e agora passa a R$ 600 bilhões. Mas aí vem a pergunta: é melhor reduzir em 600 bilhões ou não fazer nada?”. Temer também fez observações sobre o destaque que é dado à reforma da Previdência quando se faz uma análise de seu governo. “É interessante como parece que o ponto único e central do governo é a reforma da Previdência. Entretanto, nós fizemos muitas coisas. Tem as diretrizes básicas para este ano de governo. Em primeiro lugar, a ideia do diálogo. Vocês viram que eu estabeleci um diálogo muito profícuo, muito eficaz com o Poder Legislativo”, declarou. Ele também discorreu sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo. “Ao longo do tempo eu percebi que o Legislativo é uma espécie de apêndice do Executivo, eu sentia isto. Mas, eu sempre achei que quem governa é o Executivo com o Legislativo. Se não tiver apoio do Legislativo, não se governa. A primeira conclusão é que o Legislativo não é um apêndice do Executivo. Ele governa junto”.
Informações do jornal O Globo 

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