Médica cubana pede à justiça direito de ficar no Brasil e receber seu salário integral

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A médica cubana Iramis Maria Camejo Solano, há quase três anos trabalhando no Mais Médicos, conseguiu na Justiça o direito de prolongar sua permanência no programa. A decisão do juiz federal Renato Câmara Nigro, da Justiça Federal em Campinas, obriga o governo federal a renovar o contrato de trabalho da médica, que vence em março – sem a decisão, ela teria de retornar para Cuba.

Mas há um outro pedido, ainda nas mãos do juiz, que poderá mudar a configuração do Mais Médicos, pelo menos para os profissionais de Cuba a serviço no Brasil: Iramis quer receber o salário integral, sem descontar a parte que o Brasil, por contrato, destina ao governo cubano. Pela negociação fechada com Havana pelo governo petista de Dilma Rousseff, o Brasil paga pelos serviços de cada médico cubano 11.500 reais, que são repassados diretamente ao regime de Raúl Castro. Apenas uma parte desse valor, 2.976 reais, é destinada aos profissionais. Iramis, que dá expediente em um posto de Campinas, quer receber o valor integral – a exemplo dos médicos brasileiros e de outras nacionalidades que servem ao programa.

À revista Veja, a médica cubana disse o que pensa sobre a decisão da justiça brasileira: "Para mim foi uma surpresa boa. Estou muito grata. Quero ficar no Brasil. O tratamento com os cubanos no programa Mais Médicos é diferente. Acho um pouco injusto não ter o mesmo tratamento dado a outros médicos estrangeiros. Eu já ajudei bastante meu país durante três anos. Acho que eles ficaram com boa parte do salário nosso. Foi uma ajuda da minha parte para meu país, eu contribuí muito e acho justo que eu tenha o direito, sou médica e, estou querendo fazer minha vida no futuro".
*Veja

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