Três anos após morte de irmãos, oftalmologista continua solta e sem previsão de julgamento

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

No começo da manhã de 11 de outubro de 2013 um acidente em uma das principais avenidas de Salvador viraria um dos maiores casos policiais da Bahia. Um carro bate em uma moto e dois jovens caem no chão. O veículo só para alguns metros depois, apos bater no portão de um hotel. Investigadores tiveram que responder a pergunta: o que houve foi um acidente ou a motorista do carro teve a intenção de atingir os dois ocupantes da motocicleta?

Ao volante, estava a médica oftalmologista Kátia Vargas. Na moto, os irmãos Emanuel e Emanuele Gomes. Minutos antes do choque fatal, o jovem e a suspeita teriam discutido por causa de uma fechada no trânsito. A acusação garante que a médica teve um acesso de fúria e partiu para cima dos dois com a intenção de matá-los. A defesa da oftalmologista alega que tudo não passou de um acidente

Há exatos três anos, o carro dirigido pela medica Kátia Vargas batia em cheio na moto ocupada pelos irmãos Emanuel e Emanuele. A motocicleta foi arremessada por alguns metros e só parou após colidir em um poste. O impacto foi fatal e os irmãos morreram na hora. Era o começo da agonia de uma mãe que havia acabado de perder os seus dois únicos filhos
Três anos depois, dona Marinúbia tenta reconstruir a vida todo dia. Chora, se apega a lembranças, recebe apoio e carinho de desconhecidos.

— Existe uma população muito grande que nos abraça, que me surpreendeu e me fortalece muito

Uma corrente de amor e por justiça se formou nas ruas de salvador e na internet. A médica responde em liberdade por homicídio qualificado, com a intenção de matar e por motivo fútil. Depois do acidente, ela ficou internada em um hospital particular e quando recebeu alta foi levada para o presidio da capital baiana, onde ficou por quase dois meses. A família de Emanuel e Emanuele tem poucas respostas da justiça e só espera que o julgamento seja finalmente marcado. A demora é difícil de entender e aceitar.

— Dor maior da perda ou igual é da impunidade. Você perder seus filhos, você ligar a televisão todos os dias e ver outras mães perder seus filhos e a Justiça não tomar uma atitude. A Justiça precisa se posicionar, precisa parar de tanta brecha, de tanta política

R7 BAHIA

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