Lixão causa preocupação a alunos do Cesja em Mirangaba

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

No início deste mês, os alunos do 3° Ano B matutino do Centro Educacional Sóror Joana Angélica (Cesja), Reynan, Lorena, Taiane e Bruna, acompanhados do professor Cléber Santos fizeram uma visita técnica educacional ao lixão de Mirangaba. Os alunos perceberam uma situação difícil, como falta de investimentos na parte da reciclagem, em que os catadores, sem uso de EPIs, trabalham no local sem as mínimas condições de segurança e acesso à saúde.

Os alunos alertam que "o lixo já está obstruindo parte da estrada por onde passam dezenas de pessoas todos os dias, "inclusive nós alunos que nos deslocamos todos os dias por aqui, temos que conviver com a forte fedentina que exala deste lixão". De acordo com os estudantes, a empresa que compra o lixo coletado para a reciclagem precisa olhar com bons olhos e para as pessoas que trabalham todos os dias neste serviço árduo e de pouca remuneração.

Ainda de acordo com eles, os catadores pedem ajuda por melhores condições do trabalho, "porque do jeito que está não dá". São cinco trabalhadores, incluindo um que passou por uma cirurgia recentemente e um ex-aluno do Cesja, formado no ensino médio, que está lá por falta de emprego.

Os alunos advertem que o lixo encontra-se no meio da estrada e que é preciso se fazer o cercamento da área para não espalhar o lixo reciclável; fazer a cobertura com terra na parte orgânica, pois os animais estão se alimentando dessa matéria que pode causar problema de saúde para a própria população; fazer uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual), entre outras ações.

"Esperamos que Mirangaba no futuro próximo seja contemplada com um aterro controlado, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico e ambiental deste município", disse Camila Santos justificando que, segundo a pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB), realizada em 2008 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 50,8% dos municípios brasileiros possuem como destinação final de seus resíduos sólidos os lixões, 22,5% usam aterros controlados e 27,7% usam aterros sanitários.

(Mirangaba terra fértil de grande tradição, devemos preservá-la, pois ela mora em nosso coração – Aluna: Camila Santos).
Fonte: Tribuna Regional.

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