Fazer cócegas pode não ser tão bom para as crianças

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Manhã de sexta-feira, 07 de outubro de 2016, e no centro da Cidade do Ouro, refletimos sobre as manias das crianças. Muitas delas são reflexos dos pais, como assoprar a barriga e fazer cócegas.

É bom observar, para que não haja excesso em algumas brincadeiras que até parecem ser sadia para as crianças. Muitas crianças pedem para que os pais brinquem de fazer cócegas, mas, com tantas risadas e clima de alegria é bom ter limites.

No site Conexão País e Filhos, encontrei um texto que diz que 'brincar de fazer cócegas nas é tão bom para crianças'.
Augusto Urgente! Mostrando o cotidiano do nosso povo.

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Fazer cócegas em crianças é um daqueles tipos de brincadeira que vai passando de geração em geração pelas famílias. Raramente questionamos se fazer cócegas é bom ou não. Apesar das melhores intenções, essa brincadeira pode prejudicar as crianças e por isso precisa ser analisada com mais profundidade.
De maneira geral, as cócegas colocam as pessoas em contato e também conseguem gerar muitas risadas. Portanto, na superfície, parece que é um tipo de brincadeira que as crianças gostam e portanto deve ser bom para elas. Além do mais, algumas crianças pedem para que os pais brinquem disso. Geralmente adoramos quando nossos filhos nos pedem para fazer cócegas – é ótimo ter uma forma instantânea para rir e brincar juntos.
Porém, nos meus muitos anos escutando adultos falarem sobre os desafios emocionais de suas infâncias, volta e meia a questão das cócegas aparece como tendo sino uma experiência doída. Escutei muitos adultos que não conseguem relaxar quando outras pessoas estão próximas. Alguns não conseguem dormir perto do seu companheiro ou da sua companheira. Outros ficam “em guarda” quando alguém que amam os toca de forma não casual.
Quando pergunto o porque desses medos ou desses incômodos, suas memórias vão direto para momentos em que receberam cócegas e não conseguiram fazer o adulto parar.
Os Fundamentos da Brincadeira Saudável
Não acredito que a maioria das cócegas sejam feitas de forma abusivas, mas acredito que podemos substituir as cócegas por opções mais saudáveis. As regras abaixo sempre estão presentes em brincadeiras saudáveis. Esses princípios garantem que haja diversão e fazem com que a brincadeira seja uma atividade que desenvolve a inteligência.
  • Todas as crianças devem ser respeitadas
  •  Todas as crianças possam se sair bem
  •  Toda contribuição da criança deve ser reconhecida
  • Toda criança pode dizer o que pensa e quer. Talvez não seja possível realizar suas ideias e que alguns limites devam ser colocadas, porém seus pensamentos são recebidos como uma contribuição valiosa.
  • Nenhuma criança deve ser coagida a ficar em um papel indefeso ou subserviente no decorrer da brincadeira
  • Um adulto deve estar presente, ou próximo para garantir que a brincadeira seja segura e inclusiva
  • Para promover a risada, os adultos devem se colocar no papel de menos poder, deixando o papel do “esperto, forte, inteligente e bem informado” para as crianças.
Quais os Problemas das Cócegas
A grande questão que faz com que as cócegas sejam problemáticas é que as crianças podem não conseguir falar quando querem que elas parem.
A risada é uma resposta automática que temos ao sermos tocados por quem nos faz cócegas – não é uma resposta que a criança pode escolher não ter. Isso faz com que a pessoa fazendo as cócegas esteja no controle e decida quanto e por quanto tempo a criança vai rir. Muitos de nós nos lembramos de momentos desagradáveis ou até assustadores nos quais queríamos que as cócegas parassem, porém estávamos rindo tanto que não conseguíamos falar ou pior, falávamos “Pare!” ou tentávamos escapar, mas as cócegas continuavam.
Nós, adultos, não lemos os pensamentos das crianças, mas geralmente imaginamos que conseguimos faze-lo. Por isso, geralmente acreditamos saber quanto de cócegas a criança quer e quando devemos parar. Mas, é possível encurralarmos nossos filhos, sem nos darmos conta.
Queremos Brincar e Estar Próximos
Pais e filhos querem ficar juntos quanto há momentos de muita risada e contato nas brincadeiras. É tão bom brincar e é tão bom ficarmos próximos. Nós, pais, ficamos viciados em fazer cócegas pois é uma forma fácil para conseguirmos as risadas e a proximidade. Adoramos saber que nossas crianças estão felizes e nos amam, e as cócegas viram o atalho para termos essa sensação.
Podemos ajudar na construção da confiança de nossos filhos se, ao invés de forçarmos a risada através das cócegas, nos abaixarmos ao nível deles e os convidarmos a fazer brincadeiras conosco que tenham bastante contato físico. Se descobrirmos formas de darmos o poder a elas, nossas crianças vão rir bastante. Jogos como “I tenho 100 abraços para você!” ou “Onde está fulano? Eu sei que ele está aqui em algum lugar.” ou “Oh não, eu não consigo tirar esse cavaleiro que está montado em mim!” permitem que as crianças dêem risadas enquanto falhamos repetidas vezes ao tentar pegá-las, encontrá-las ou tirá-las de nossas costas.
Isso exige mais criatividade do que fazer cócegas, mas possibilitam que rolemos no chão, esfreguemos nossa cabeça em suas barrigas por um segundo e consigamos dar um abraço antes que escapem novamente. Nós mostramos nosso carinho, sem prendê-los e sem criar armadilhas. Além disso, damos a eles a chance de serem criativos ao inventarem centenas de maneiras de nos superar.
Mas Meu Filho Pede Para Eu Fazer Cócegas
Quando as cócegas são a principal opção de proximidade e brincadeira em uma família, as crianças vão pedir mesmo. A necessidade que as crianças tem de proximidade e de sentir o seu prazer e felicidade irradiando para elas é mais forte do que o medo de se sentirem presos pelas cócegas. Portanto, eles pedem mais. Quando a mãe de uma criança de 4 anos que eu conheço começou a brincar com ela sem fazer cócegas, ela disse: “Eu não gostava muito quando você me fazia cócegas, mas era o único jeito de fazer você brincar comigo!”
Uma forma de fazer a transição entre as cócegas e outras brincadeiras de contato que permite a criança estar no controle é fingir que você vai fazer cócegas. Mexa seus dedos em direção a barriga ou as costelas da criança e fale as mesmas palavras ou os mesmos sons que você costuma fazer quando faz cócegas, mas deixe seus dedos a dois centímetros do corpo da criança, enquanto ela dá risada, sem que você a prenda. Se seu filho tenta te dar o troco e fazer cócegas, você pode se contorcer e tentar fugir – nessa hora, ele estará te colocando no papel de vítima que o permite extravasar qualquer tensão que ele sinta a respeito das cócegas. Não é justo, mas ele pode fazer cócegas de verdade e você não!
Outras Formas de Brincadeira Com Contato Físico São Ótimas Se Você Deixa a Iniciativa com Seu Filho
Nossos filhos precisam sentir nosso afeto e as vezes precisamos mostrar nosso afeto através da brincadeira de forma persistente. É uma das formas para comunicarmos que amamos muito eles. Fazer barulhos estranho com nossa boca em suas barrigas, enfiar nosso rosto em baixo dos seus braços, cutucar os dedinhos dos pés deles são todos movimentos que podem criar uma reação de cócegas. Esse tipo de brincadeira não tem problemas desde que você dê um “respiro” a cada movimento.
Dê um beijinho no dedão do pé da sua filha e depois solte para ver a reação que ela tem. Se ela se levantar e correr, você pode segui-la cambaleando de quatro, tentando pega-la e demorando até conseguir dar um próximo beijo no dedão, enquanto as risadas correm soltas. Ou você pode encostar sua cara na barriga dela e depois se levantar e olhar para ela esperando o que fazer. Se ela rir e ficar parada, esperando, você pode fazer o mesmo movimento novamente. As crianças adoram quando nos aproximamos para brincar. Só precisamos continuar dando a chance para eles guiarem a brincadeira, evitando dominar a mesma, sem querer.
Estar atento a como brincamos com nossos filhos, não significa que precisamos ser extremamente cautelosos. Significa ter alguns princípios que ajudam a equilibrar o poder entre nós e nossos filhos enquanto a brincadeira acontece. Na medida em que vamos deixando de usar as cócegas, podemos introduzir brincadeiras que nossos filhos vão inventar, brincadeiras que vão fazer com que sintam cada vez mais que os amamos e que os apoiamos.

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