Criança morre após consumir achocolatado; vigilância sanitária interdita lote

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Uma criança morreu na quinta-feira (25), cerca de uma hora após ingerir um achocolatado da marca Itambé, na cidade de Cuiabá, estado do Mato Grosso. A suspeita de que o produto tenha provocado a morte da criança levou a Vigilância Sanitária de Mato Grosso a solicitar, na sexta-feira (26), a interdição cautelar de todos os achocolatados da marca que sejam do mesmo lote de fabricação (com data de fabricação de de 25/05/16 com validade até 21/11/16). O lote investigado é o MA 21:18.

A vítima, um menino de dois anos de idade, foi encaminhada para a Policlínica do Coxipó, onde houve a tentativa dos médicos de reanimá-lo por cerca de uma hora. A criança, que chegou na unidade de saúde em convulsão, não resistiu e morreu no local.

“Tal medida se faz necessária do risco sanitário implicado e em decorrência da denúncia recebida pelo serviço de verificação de óbito”, diz trecho de Memorando Circular emitido pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Mato Grosso na sexta-feira.

Segundo a coordenadora da vigilância sanitária, Juliana Almeida, todo o lote MA: 21:18 deve ser retirado do mercado em todo país por medida de segurança. A empresa Itambé foi comunicada do ocorrido. A vigilância de Mato grosso já emitiu a notificação à entidade nacional para que repasse aos demais municípios.

O CASO
A mãe do menino relatou que ela e o tio da criança chegaram a beber um pouco do achocolatado e passaram mal. A mãe sentiu tonturas e náuseas e o tio chegou a ser encaminhado a uma unidade hospitalar.

De acordo com informações da Polícia Civil, a mãe da criança disse que o filho tomou a bebida por volta das 9 horas, na própria residência da família. Segundo a mãe, o menino estava resfriado há dois dias, com coriza e sem febre.

Minutos após ingerir o produto, o menino apresentou falta de ar, corpo mole e princípio de desmaio. Neste momento a criança foi encaminhada para a Policlínica do Coxipó, onde por cerca de uma hora, os médicos tentaram a reanimação.

Segundo a mãe, as cinco caixas foram dadas a ela por um vizinho, que não foi encontrado para prestar esclarecimentos.

A Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) está investigando o caso.

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